"O artista socialmente organizado, principalmente nas épocas de grande transformação social, há-de sempre contrariar o público, porque por amor desse público pretende transformá-lo e elevá-lo. Porém, não é isso que o público deseja. E por isso não compreende mais o artista, desconfia do artista cujas obras incompreensíveis se assemelham a mandingas, ri do artista que pela sua anormalidade (em relação à normalidade contemporânea) se assemelha a dos malucos: e o público se afasta do artista. (...) Pela sua própria elevação e lealdade de consciência social o artista vê se afastar dele aquela humanidade numérica e coletiva que ele visava. Pretendendo o comum em vez ele se torna o raro."
Mário de Andrade
Diário Nacional, 6 de dezembro de 1931


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